A Importância do Pai

A figura paterna é importante para o desenvolvimento e socialização da criança

Artigo publicado por Patrícia Ribeiro nas categorias: 1 a 2 Anos, 2 a 3 Anos, 3 a 4 Anos, 5 a 6 Anos, Até 1 Ano, Bebês, Crianças, Recém Nascidos

O sonho da família completa com mãe, pai e filhos morando harmoniosamente na mesma casa não é realidade para muita gente. O que se vê por aí são casais divorciados ou mulheres que assumiram sozinhas a tarefa de cuidar das crianças. Porém, independente dos motivos que levaram um casal a não mais continuar juntos, saiba que é fundamental a presença do pai no dia a dia dos filhos.

paternidade

Na Gestação

Ainda na gestação, o pai deve acompanhar a gestante em consultas e exames, afinal o filho não é só da mulher. A proximidade da figura paterna é importante para trazer tranquilidade à mãe nesse momento tão delicado, em que ela fica tensa, ansiosa e cansada. Além disso, são vários detalhes a resolver e coisas a pagar. Saiba que o bebê ainda na barriga da mãe já reconhece vozes, por isso é importante que o pai converse com o filho.

Na hora do parto, o pai pode acompanhar todo o procedimento: o momento do nascimento é único e a mulher se sentirá amparada.

Em Casa

Quando o bebê vai para a casa, todos da família ainda estão aprendendo a lidar com a troca de fraldas, banhos e choros. O instinto maternal faz com que a mulher queira tomar conta de tudo, mas é essencial que o pai faça parte dessa e das próximas etapas do desenvolvimento da criança. O bebê se sentirá seguro e amado tendo a pai sempre próximo. Além disso, a mãe fica cansada, precisa dormir e descansar e o pai pode ser de grande ajuda.

papel do pai

Crise Paterna

Fala-se hoje de uma “crise paterna”: antes os filhos significavam a garantia de uma linha sucessória ou uma forma de expandir a mão de obra da família e hoje os mesmos são os destinatários naturais de cuidados. Enquanto isso, mulheres deixaram de ser responsáveis pela afeição e cuidados domésticos para ingressar definitivamente no mercado de trabalho. Se antes a mulher buscava tornar-se esposa e mãe, hoje ela alcança formas de realização antes exclusivas aos homens.

Ao homem, nesse contexto, restou espaço para transformações mais discretas. O homem novo se viu diante de demandas que não existiam antes: em um século, ele foi chamado a se tornar um pai que fosse também afetivo e cuidador, e um marido que não mais deteria o poder econômico na manutenção do lar.

Vida Agitada

Sabemos que a mãe acaba passando mais tempo com os filhos e o pai, muitas vezes, chega tarde em casa, cansado do trabalho e trânsito. Mas mesmo que não seja muito tempo, os momentos entre pai e filho devem ser de qualidade, seja em qualquer idade da criança. O pai deve conversar, ouvir, dar conselhos, brincar, mas também impor limites e regras.  Com essa convivência, a criança conseguirá desenvolver sua capacidade de se relacionar com as pessoas e com a sociedade, tolerando as frustrações.

Na atualidade, inclusive, a referida “crise paterna” pode explicar as novas gerações de adultos que sentem que tudo podem e nada devem, e uma sociedade cada vez mais voltada para o individualismo da autorrealização.

Patrícia Ribeiro

Autora

Patrícia Ribeiro é mamãe 24h por dia de dois filhos maravilhosos e dedica seu raro tempo livre à compartilhar suas descobertas com outras mamães.



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