Cocô do Bebê: O que é Normal e o que Não é

A diferença na frequência ao fazer coco pode não ser um problema, mas a mamãe deve estar sempre atenta às variações no corpo do bebê.

Artigo publicado por Patrícia Ribeiro nas categorias: 1 a 2 Anos, Alimentação, Até 1 Ano, Bebês, Crianças, Saúde

Uma das perguntas que surgem com mais frequência com relação a bebês recém-nascidos ou com idade até os dois anos é o que seria normal para o coco, entre consistência e frequência em defecar. Muitas mães, principalmente as de primeira viagem, ficam preocupadas se o bebê faz mais ou menos coco, se o coco é mais ou menos líquido, e se deve buscar a orientação de um médico para essas dúvidas. É importante que a mamãe esteja atenta a todos os sinais do seu bebê, mas a comparação com outros bebês de amigos ou da família não deve ser motivo de preocupações constantes para ela.

Cada bebê tem características especiais de metabolismo e fisiologia, e mesmo que algumas regras sejam comuns para o cuidado de todos os bebês, as mães vão perceber aos poucos que cada bebê possui características especiais, e ficam mais evidentes á medida que ele cresce e se desenvolve.

bebê no troninho

Frequência comum

De acordo com o que foi descrito acima, não há uma frequência certa para o bebê fazer coco. Muitos bebês fazem coco de três a cinco vezes ao dia, o que é absolutamente normal. Essa frequência pode durar até mais ou menos uns dois anos de idade, o que assusta os pais não só por causa do trabalho que dá, mas pela quantidade de dinheiro que é gasto em fraldas. Mesmo assim, há bebês que nos primeiros meses de vida e até determinada altura da vida, fazem coco apenas uma vez ao dia, ou dia sim, dia não. Isso também é absolutamente normal e não configura uma prisão de ventre ou qualquer problema na digestão.

Nos primeiros dias de vida o bebê pode fazer um coco escuro, meio esverdeado, que é chamado de mecônio. Esse coco é resultado da ingestão do colostro, a primeira e mais fina porção de leite materno fornecida pela mãe, e que vai preparar o organismo do bebê para a ingestão de diversos tipos de substâncias. Após esses dias haverá um período de transição, em que o coco pode ficar mais líquido antes de obter a consistência normal de amamentação.

Amamentação e fórmulas artificiais

O coco de uma criança que é amamentada pela mãe é diferente do coco de um bebê que recebe a fórmula de leite. O primeiro possui uma consistência mais pastosa e amarelada, que possui cheiro, mas não tão forte. É o coco regular do bebê e que irá acompanhá-lo durante todos os meses ou anos de amamentação, sendo que as variações são poucas.

Já o coco de criança que recebe a fórmula do leite é mais consistente e amarelo ou marrom amarelado, sendo que possui um cheiro um pouco mais forte do que o primeiro. A frequência nos dois casos pode variar muito, de acordo também com cada organismo. Mas no geral os bebês que se alimentam de fórmula de leite necessitam defecar todos os dias, o que representa certa regularidade.

cocô do Bebê

Não é normal

Os problemas mais normais são a diarreia e a prisão de ventre. Na diarreia a frequência aumenta e o coco fica muito mais líquido, e se mantem assim por algum tempo. A diarreia configura a necessidade de eliminação de algo que pode estar fazendo mal ao bebê, e muitas vezes o médico deve ser consultado.

Já a prisão de ventre é a dificuldade em fazer coco, que pode ser observada tanto na força que o bebê faz (ficando muitas vezes vermelho) como na saída de pequenas bolinhas, e não o cocô denso como na maioria das vezes é observado. Se qualquer um dos casos persistir, o médico deve ser consultado, lembrando que o bebê não pode tomar qualquer medicação sem a prévia autorização e orientação do médico.

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