Depressão Infantil

A depressão é uma doença crescente nas crianças e deve ser tratada com seriedade pelos pais

Artigo publicado por Patrícia Ribeiro nas categorias: 1 a 2 Anos, 2 a 3 Anos, 3 a 4 Anos, 5 a 6 Anos, Crianças

Seu filho anda mais quieto, irritado ou com alterações bruscas de humor, sem ânimo, com dificuldade para dormir ou excesso de sono durante o dia, perdendo peso com mais facilidade que o normal e demonstrando ter muito medo de ficar sozinha? Fique atenta! Ele pode estar com Depressão Infantil.

criança depressiva

O que é?

Depressão não é tristeza. Depressão é doença. E como tal, necessita de tratamento adequado. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que a depressão atingirá a maior parte da população mundial dentro dos próximos anos, estando no ranking das doenças perdendo apenas para as doenças cardíacas, até 2020. Apesar de muito comum nos adultos, a depressão também atinge aos pequenos: estudos apontam que crianças a partir de 4 anos podem passar a desenvolver o quadro depressivo.

Mas afinal, o que é a depressão infantil? A depressão infantil é uma doença psiquiátrica caracterizada pela presença constante de alteração de humor com tendência a sentimentos negativos e de tristeza recorrente. Se não tratada rapidamente e seriamente, a depressão pode acompanhar o crescimento da criança, afetando seu desenvolvimento, e se tornando um quadro de depressão em adolescentes e, posteriormente, evoluindo para um quadro de depressão crônica (quando a criança chega na fase adulta).

Não existe ainda uma causa única para o surgimento e desenvolvimento da depressão infantil. Estudos apontam que a depressão infantil pode estar relacionada ao quadro social no qual a criança está inserida, bem como a traumas infantis (como mudança de casa, mudança de escola, separação dos pais, ou outras experiências traumáticas), ou ainda ser genética. Em suma: a depressão pode atingir a qualquer criança.

criança triste

Apesar de alarmante, a depressão infantil se diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada tem cura.

Como identificar?

A primeira ação a se fazer para identificar qualquer doença psiquiátrica em seu filho é observá-lo. Ninguém o conhece tão bem como você. Observe-o.

A segunda ação envolve responsabilidade: se seu filho apresenta parte dos sintomas que caracterizam um quadro depressivo, não se esquive! Procure orientação médica o mais rápido possível. Quanto mais rápido o diagnóstico, maior a chance de sucesso no tratamento.

Algumas situações são comuns em crianças que apresentam o quadro: Ele está apresentando mudanças bruscas de comportamento? Ando mais apegado a você ou à família do que de costume, demonstrando muito medo de ficar sozinho, especialmente à noite? Seus hábitos alimentares mudaram? Ele anda demonstrando pouco interesse nas atividades rotineiras como brincar ou aprender coisas novas? Anda tendo alterações relacionadas ao sono? Se a resposta for sim para a maior parte das perguntas, procure ajuda imediatamente.

Os sintomas

  • Baixo desempenho escolar;
  • Falta de interesse em se divertir ou aprender coisas novas;
  • Sonolência ou insônia e fadiga excessivas;
  • Desânimo;
  • Irritabilidade;
  • Queixa de dores físicas sem motivos aparentes;
  • Retraimento social;
  • Isolamento;
  • Medo de ficar sozinho, especialmente à noite;
  • Choro excessivo.

Como tratar

O médico indicará qual o tratamento mais adequado para cada caso. É bastante comum a psicoterapia e orientação aos pais, podendo haver necessidade também de tratamento com medicamentos e acompanhado especializado.

Patrícia Ribeiro

Autora

Patrícia Ribeiro é mamãe 24h por dia de dois filhos maravilhosos e dedica seu raro tempo livre à compartilhar suas descobertas com outras mamães.



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