Depressão na Gravidez

Problema pode afetar muitas mulheres durante os nove meses de gestação

Artigo publicado por Patrícia Ribeiro nas categorias: Doenças, Gravidez, Problemas, Saúde

A gravidez é uma fase mágica: a mulher fica mais bonita e cheia de entusiasmo com a chegada do bebê. Infelizmente, a realidade não é assim tão maravilhosa para algumas gestantes que sofrem de depressão nesse momento todo especial.

É natural a mulher passar por variações de humor na gravidez, ou seja, ela pode chorar por qualquer motivo ou ficar bastante irritada com situações banais. Isso pode acontecer com qualquer gestante e é consequência dos hormônios e das mudanças físicas e psicológicas pelas quais a gestante passa.

grávida depressiva

Sintomas da depressão na gravidez

A grávida e seus familiares devem ficar preocupados e relatar o problema ao obstetra se ela estiver constantemente desanimada, sem vontade de sair, de comer ou ainda se quiser passar todo o tempo dormindo, sem ânimo algum até para as atividades corriqueiras.

Veja abaixo outros sintomas de depressão:

  • Ansiedade e medo constantes
  • Dificuldade de concentração
  • Cansaço e sonolência ou ainda alterações de sono.
  • Irritabilidade com frequência.
  • Pensamentos negativos.
  • Ataques de pânico.

Fatores de risco

Por volta de 10% das mulheres podem ter depressão na gestação, porém alguns casos podem contribuir para o problema:

  • Ter histórico de depressão na família ou já ter sofrido com a depressão.
  • Ter tido uma gestação anterior cheia de complicações ou ter sofrido aborto.
  • Quando a gravidez é indesejada, ainda mais quando vem acompanhada de problemas financeiros e familiares.
  • Gravidez de alto risco.
  • Problemas amorosos e/ou falta de aceitação da gravidez pelo parceiro.

Tratamento

O problema é que muitas gestantes se culpam por não estarem superfelizes com a gestação e acabam escondendo a situação do parceiro e de toda a família. Porém, o primeiro passo é a mulher procurar tratamento.

O obstetra pode encaminhar para um psiquiatra que começará um tratamento. É muito importante a mulher pedir ajuda porque a depressão não tratada pode ter várias consequências, tais como: a gestante deixa de seguir o pré-natal corretamente, pode sofrer de depressão pós-parto e todo esse estresse é sentido pelo feto, por isso, o bebê pode nascer prematuro e abaixo do peso. Porém, não é porque a mulher teve depressão na gestação que obrigatoriamente terá depressão no pós -parto.

Para administrar o problema, a mulher pode ainda procurar um psicoterapeuta e fazer terapia. Outra opção é realizar alguma atividade relaxante, como meditação e yoga ou ainda realizar alguma atividade física (com a liberação do médico), como caminhadas e hidroginástica.

grávida triste

É importante que a mulher não guarde suas angústias só para si: é necessário desabafar com o seu parceiro, com amigos e familiares. Conversar com outras mamães e trocar experiências sobre a gestação também podem ajudar.

Apesar de todos os preparativos com a chegada do bebê, tire um tempo só para si: faça um passeio ao ar livre, tire uma tarde para conversar com as amigas ou fique sozinha e aproveite para ler um livro ou simplesmente descansar.

Nunca se automedique

Dependendo da gravidade, o psiquiatra pode avaliar a necessidade de administrar medicamentos. Mas atenção: somente tome remédios com a liberação médica. A automedicação pode trazer sérios riscos para o desenvolvimento do bebê.

Patrícia Ribeiro

Autora

Patrícia Ribeiro é mamãe 24h por dia de dois filhos maravilhosos e dedica seu raro tempo livre à compartilhar suas descobertas com outras mamães.



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