Detectando Doenças com o Ultrassom Gestacional

Exame pode detectar síndromes genéticas e malformações

Artigo publicado por Patrícia Ribeiro nas categorias: Exames, Gravidez, Problemas, Saúde

Na gestação, os pais ficam ansiosos para realizar a ultrassonografia e ver a imagem do filho. Outra curiosidade é saber o sexo do bebê para ir atrás de todos os preparativos. Porém, o ultrassom é importante também para detectar algumas doenças, verificar a saúde da mãe e confirmar o bom andamento da gestação. O exame, totalmente seguro para a mamãe e para o bebê, pode diagnosticar síndromes fetais, doenças, além de malformações.

ultrassom gestação

O exame pode apontar doenças como anencefalia, hidrocefalia, que é o acúmulo de líquido no cérebro, bem como malformações cardíacas, de outros órgãos, de membros ou da parede abdominal. O ultrassom pode detectar também alterações da coluna vertebral.

Por isso, o exame é importante porque, em alguns casos, o tratamento pode ser iniciado ainda no útero ou o médico já verifica a possibilidade de alguma cirurgia logo que o bebê nasce, como no caso de uma cardiopatia. É possível também fazer o acompanhamento de alguma infecção no bebê, como a rubéola, ou de alguma doença da mãe como um mioma.

Logo no início do pré-natal, a primeira ultrassonografia confirma se a gestação está ocorrendo dentro do útero ou nas trompas (gravidez ectópica), bem como se o embrião está com vida.

Já com seis semanas de gestação, contados a partir do primeiro dia da última menstruação, é possível ouvir os batimentos cardíacos do feto, um momento muito emocionante para os pais.

Translucência Nucal (TN)

Um ultrassom que todas as mães devem realizar é o que mede a Translucência Nucal (TN), que aponta o risco de malformações, síndromes genéticas ou alterações cromossômicas, dentre elas a Síndrome de Down. É realizado entre a 11ª e 13ª semana e tem o objetivo de observar o acúmulo de líquido na nuca do feto. Para o resultado normal, a medida da TN é menor que 2,5 mm.

Além de síndromes genéticas, o acúmulo de líquido na nuca também permite avaliar o risco de defeitos cardiovasculares e pulmonares, infecções congênitas, alterações metabólicas ou displasias esqueléticas. O exame não faz o diagnóstico, apenas aponta o risco de alguma doença. Se a TN estiver aumentada, o médico pode indicar o estudo do cariótipo.

O ultrassom morfológico analisa o crescimento do bebê, confirma a idade gestacional e avalia o aspecto da placenta e o líquido amniótico, que também podem indicar algumas doenças.

O obstetra pode ainda utilizar o recurso doppler no ultrassom que permite analisar os vasos sanguíneos do bebê, do útero e cordão umbilical, detectando algum problema precocemente, como hipertensão arterial e diabetes.

3D e 4D

ultrassom

Em alguns casos, o médico pode realizar um ultrassom mais sofisticado, 3D ou 4D, como complemento do ultrassom convencional, principalmente no diagnóstico de alguma malformação: assim ele consegue uma melhor imagem da anatomia do bebê, principalmente do rosto, podendo detectar, por exemplo,  alterações de face como o lábio leporino.

Não há uma regra quanto ao número de ultrassons que a mulher deve fazer na gestação: o ideal é realizar pelo menos um em cada trimestre da gravidez. O médico irá determinar quantos exames você deve realizar para que a gestação transcorra com tranquilidade.

Patrícia Ribeiro

Autora

Patrícia Ribeiro é mamãe 24h por dia de dois filhos maravilhosos e dedica seu raro tempo livre à compartilhar suas descobertas com outras mamães.



1 comentário

  1. luciana

    fiz uma ultrassonografia morfologica com 5 meses e a medica disse q estava tudo bem q meu bebe estava perfeito,mas os 7 meses descobrir q estava com infeccão urinaria,gostaria de saber se pode causar algum dano pro bebe.

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