Gravidez e Cigarro

O cigarro na gravidez pode ser fonte de diversos problemas para o bebê, já que as toxinas do cigarro são levadas diretamente da mãe para o filho.

Artigo publicado por Patrícia Ribeiro nas categorias: Gravidez, Problemas, Quero Engravidar

Toda mãe sabe que o bebê que cresce no seu ventre tem uma ligação direta com tudo o que ela faz. Se a mãe come, o bebê come, se ela fica ansiosa, essa sensação chega ao seu filho, e podemos afirmar que, se a mãe fuma, o bebê está fumando também. E quando paramos para pensar que o cigarro contém mais de 4.500 substâncias tóxicas, o uso do cigarro na gravidez se fica bem perigoso.

abandonar o cigarro na gravidez

Muitas mães possuem essa dúvida e essa insegurança, já que não sabem se conseguirão parar de fumar por ocasião da gravidez. O melhor mesmo a se fazer é procurar o médico, e informar a situação com relação ao cigarro. O médico poderá alertar a futura mamãe sobre todas as consequências que o cigarro pode trazer ao crescimento e desenvolvimento do bebê, e talvez dessa forma o impacto da informação seja mais forte e a mãe desenvolva um senso crítico adequado.

Quantidade segura?

Algumas mães, quando descobrem que estão grávidas, procuram saber quantos cigarros determinariam uma quantidade segura para mãe e bebê. Mas não há níveis seguros para o consumo do cigarro para a mãe, e dessa forma não se pode precisar uma quantidade máxima para que o bebê tenha menos riscos de complicações. Fumar muito pouco ou bastante pode trazer malefícios e problemas que podem seguir por toda a vida do bebê, e isso deve estar na cabeça da mãe o tempo todo.

Principais problemas relacionados

Quando a mãe fuma, os milhares de componentes tóxicos são liberados no seu sangue, fazendo desse sangue naturalmente tóxico. E como todos nós sabemos, é esse sangue tóxico que será enviado para a nutrição do bebê, intoxicando seu pequeno corpo. Apenas um cigarro já pode acelerar bastante os batimentos cardíacos do feto, o que mostra a facilidade de absorção dele às toxinas introduzidas pela mãe no próprio corpo. A nicotina promove um estreitamento dos vasos sanguíneos, o que impede que muitos nutrientes essenciais ao desenvolvimento desse feto cheguem a ele de forma correta e adequada.

gravidez e cigarro

A mamãe tem com o cigarro 70% a mais de chances de sofrer com um aborto espontâneo, e o bebê tem 40% a mais de chances de nascer prematuro.Além disso, os componentes químicos do cigarro são responsáveis por diversos problemas de má formação em fetos e de diversas complicações durante a gravidez e o parto. Um dos principais problemas relacionados ao cigarro na gravidez é a trombose na placenta, que gera uma série de coágulos que podem gerar uma insuficiência placentária, fazendo com que a placenta fique incapacitada de levar os nutrientes ao feto, gerando a sua morte em pouco tempo.

Parando de fumar

Muitas mamães ficam com aversão natural ao cigarro durante a gravidez, um enjoo característico provocado pela natureza especialmente para proteger o bebê. Mas nem todas as mães têm essa sorte, e para muitas a motivação principal é mesmo a saúde do seu filho, o que deve ser mais do que suficiente para gerar a força de vontade necessária. Se isso não for suficiente, uma consulta ao médico para recomendações deve ser realizada, inclusive para sugestões terapêuticas. Nenhum dos remédios ou tratamentos contra o fumo pode ser utilizado durante a gravidez, e somente o médico poderá indicar qualquer tipo de tratamento.

Patrícia Ribeiro

Autora

Patrícia Ribeiro é mamãe 24h por dia de dois filhos maravilhosos e dedica seu raro tempo livre à compartilhar suas descobertas com outras mamães.



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