Gravidez Ectópica

Embrião se implanta fora do útero. Conheça os sintomas

Artigo publicado por Patrícia Ribeiro nas categorias: Doenças, Saúde

Na gravidez ectópica, também chamada de gravidez tubária, o óvulo fertilizado se desenvolve fora do útero. Acomete uma em cada 100 mulheres que engravidam e, geralmente, é uma gestação que não tem evolução e pode trazer sérias consequências para a mãe caso não seja tratada rapidamente. A ajuda médica evita o rompimento da trompa.

Na maioria dos casos, é uma gestação que ocorre em uma das trompas de falópio. Há casos em que a gravidez ectópica pode se desenvolver no ovário, colo do útero ou ainda em algum outro órgão do abdômen.

problemas

A causa mais comum de uma gravidez ectópica é o estreitamento ou obstrução de uma das trompas, dificultando a passagem do óvulo fertilizado até o útero. Pode ser decorrência de uma cicatriz, causada por cirurgia, ou infecção na trompa ou até mesmo de uma gravidez tubária anterior. Outras causas: endometriose, defeito na trompa de falópio, uso de drogas indutoras de ovulação e de DIU com progesterona.

Aumentam as chances de desenvolver uma gravidez ectópica, mulheres com mais de 35 anos, fumantes ou que tenham muitos parceiros sexuais. Em algumas situações, a gravidez tubária se desenvolve depois que a mulher fez a cirurgia de esterilização, chamada de ligadura nas trompas.

Sintomas da gravidez ectópica

A mulher começa a sentir os sintomas logo no início da gravidez tubária, entre a quinta e décima semana. É comum relatos de sangramento (diferente do observado na menstruação), desmaio, atraso na menstruação, dor na barriga, tontura e náusea. Há mulheres que sentem dores ao urinar, dores no pescoço e ombro. É muito importante que a mulher procure ajuda médica para que o embrião seja removido.

gravidez ectópica

O ginecologista irá pedir o exame que detecta a gravidez, chamado beta hCG, que detecta o hormônio gonadotrofina coriônica e, na gravidez ectópica, está abaixo do normal. Ele pedirá também uma ultrassonografia intravaginal. Caso ele não detecte a gravidez ectópicoa pela ultrassonografia, mas continuar suspeitando do problema, ele realizará um exame laparoscópico, em que realiza um corte pequeno no abdômen e, com uma pequena câmera, consegue observar as tubas.

Ele também pode encontrar um inchaço no exame de toque. O médico irá avaliar a paciente e descartar outras situações, como apendicite, cisto de ovário, infecção nas trompas e até uma gravidez normal.

Caso a gravidez ectópica tenha se desenvolvido por um período grande, é necessária uma cirurgia para interromper a gravidez, visto que, em muitos casos, a trompa se rompe. Se a descoberta for precoce, o tratamento pode ser clínico, com uso de medicamento.

Depois que a mulher tem uma gravidez tubária, deve fazer uma série de exames para investigar as condições de seu sistema reprodutivo para que consiga evitar uma próxima gravidez fora do útero.

Para prevenir a gravidez ectópica, a mulher tem que fazer uso de métodos anticoncepcionais adequados e tratar possíveis doenças sexualmente transmissíveis.

Engravidar novamente

Saiba que muitas mulheres que passam por uma gravidez ectópica e que não têm as trompas rompidas podem sim engravidar normalmente. Converse com seu médico e tire todas as suas dúvidas.

Patrícia Ribeiro

Autora

Patrícia Ribeiro é mamãe 24h por dia de dois filhos maravilhosos e dedica seu raro tempo livre à compartilhar suas descobertas com outras mamães.



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