Gravidez Molar

Como um problema incomum nos dias de hoje, a gravidez molar impede a formação do embrião e pode causar complicações à mãe.

Artigo publicado por Patrícia Ribeiro nas categorias: Gravidez, Problemas

A gravidez molar é um fenômeno incomum e problemático que ocorre algumas vezes na gestação, e que compromete completamente o desenvolvimento do bebê. Esse tipo de gravidez é resultado direto de uma má formação do óvulo e consequentemente do embrião, que acaba por acarretar em um crescimento disforme da placenta e não permite que a gravidez siga adiante.

Nessa condição específica, há a ocorrência de um erro genético, e o feto não recebe os pares de cromossomos que deveria receber da mãe, ficando apenas com a parte do pai. Quando a gravidez molar é configurada no útero materno, e o óvulo e a placenta se tornam um grande emaranhado de células sem forma e sem chance de sobrevivência. Quando isso ocorre, a melhor saída é identificar o problema o mais rápido possível e interromper a gravidez.

gravidez molar

Causas

Os médicos e pesquisadores ainda não têm uma resposta adequada e certa para as possíveis causas da gravidez molar. Sabe-se apenas, a princípio, que as mulheres do tipo sanguíneo B têm maiores chances de desenvolver o erro na fertilização, conclusão baseada em estatísticas práticas. O restante dos casos é classificado como uma ocorrência natural em uma parcela das gestações.

Como descobrir?

Os sintomas da gravidez serão os mesmos de qualquer gravidez regular, e a princípio a gravidez molar não será percebida. No período de 06 a 16 semanas, podem ocorrer sangramentos de intensidade variável, mas que não significam necessariamente qualquer problema na gravidez. No período indicado, podem ocorrer também fortes náuseas e vômitos, e um inchaço abdominal anormal.

Esses sintomas são comuns também em uma gravidez comum, mas têm maior intensidade na gravidez molar pelo aumento exagerado na taxa do hormônio hCG. Muitas vezes o aborto espontâneo acontece logo nas primeiras semanas, e descobre-se após a curetagem a natureza do ocorrido. Exames como a ultrassonografia pélvica podem diagnosticar o problema previamente, e os exames de dosagem do hormônio citado também apontam para a existência do fenômeno.

Tratamento

Mais ou menos no período de 6 a 8 semanas ocorre o aborto espontâneo, visto que o corpo da mulher constata que não houve uma formação normal do embrião. Se isso não ocorrer, o mais comum é que a gravidez molar seja solucionada através da curetagem, onde o tecido é retirado completamente antes que causa algum dano à mãe.

O procedimento de retirada desse embrião pode ser realizado com a administração de remédios específicos para que o corpo expulse o tecido naturalmente, ou através da curetagem, ou através dos dois métodos combinados. Uma segunda curetagem pode ser solicitada, se o monitoramento médico detectar que ainda há tecido anormal dentro do útero materno.

embriao

Algumas células podem permanecer de alguma forma no útero, e em alguns casos há a formação de tumores malignos ou benignos, o que é chamado de doença trofoblástica gestacional persistente. Se houver qualquer complicação desse tipo, o médico poderá solicitar intervenção cirúrgica para a limpeza do útero, ou em alguns casos a radio e quimioterapia. De qualquer forma, a mulher ficará em observação por aproximadamente um ano após o ocorrido, quando poderá novamente ter a chance de ser mãe, e terá excelentes possibilidades de uma gravidez normal e do desenvolvimento completo do embrião.

Patrícia Ribeiro

Autora

Patrícia Ribeiro é mamãe 24h por dia de dois filhos maravilhosos e dedica seu raro tempo livre à compartilhar suas descobertas com outras mamães.



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