Pílula do Dia Seguinte

Método contraceptivo de emergência, que apresenta alguns efeitos colaterais

Artigo publicado por Patrícia Ribeiro nas categorias: Métodos Contraceptivos, Saúde

Para as mulheres que não querem engravidar e tiveram relações sexuais desprotegidas suspeitando que estavam no período fértil ou casos em que houve rompimento da camisinha, existe a pílula do dia seguinte, método contraceptivo de emergência que deve ser tomado com muita cautela.

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A pílula do dia seguinte ou pílula pós-coital começou a ser comercializada no Brasil em 1999.  É como a pílula anticoncepcional comum, porém com uma dose mais alta (cerca de 20%) dos hormônios estrogênio e progestogênio. Se tomada depois de uma relação sexual impede que uma gravidez se desenvolva.

Porém, os médicos alertam: ela deve ser tomada somente em situações de emergência e nunca de forma corriqueira. Tanto é assim, que muitos médicos defendem que ela deveria ser utilizada somente em casos de estupro. Para estar protegida, a mulher pode adotar a pílula anticoncepcional comum, DIU ou camisinha, que não apresentam efeitos colaterais mais sérios.

Quando se deve tomar essa pílula?

Para ter seu efeito garantido, a mulher toma um comprimido até 72 horas depois da relação sexual e outro doze horas depois. Há comprimidos dessa pílula que vêm em uma única dose. Quanto mais tempo a mulher esperar para tomar, menor será a eficácia.

Para adquirir o medicamento, a mulher precisa de receita médica, mas não é raro encontrar farmácias no Brasil que vendem o produto sem prescrição. Então se a mulher teve relação sexual no período de ovulação, mas não quer engravidar, deve procurar um médico, que pode receitar a pílula do dia seguinte, orientar a forma correta de tomar e esclarecer sobre os efeitos colaterais.

Saiba que a pílula do dia seguinte não funciona como um remédio abortivo, ele apenas impede que se inicie uma gravidez. A pílula funciona assim: provoca uma descamação do útero se já houver ocorrido a fecundação, impedindo a implantação do embrião; se a fecundação ainda não aconteceu, a pílula atrapalha o encontro do óvulo com o espermatozoide, porque ela interrompe o processo de ovulação. Agora, se a gravidez já está se desenvolvendo a pílula não tem eficácia nenhuma.

Quais os efeitos colaterais?

pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte pode provocar náuseas, vômitos, diarreia e alterar todo o ciclo menstrual da mulher, por conta da alta dose de hormônio. Quanto mais vezes a mulher tomar essa pílula, mais bagunçado se torna seu ciclo menstrual, ficando praticamente impossível calcular quando será sua menstruação e seu período fértil, ficando mais difícil de a mulher se proteger contra uma gravidez indesejada.

Pode causar ainda cansaço, cólicas, dor de cabeça, inchaço e sensibilidade nas mamas. Há mulheres que não sentem nada. Apresentar sangramento também é normal. Se o sangramento persistir por muitos dias, é necessário procurar um médico.

Mulheres que apresentam doença hematológica estão proibidas de tomar a pílula do dia seguinte, que também é contraindicada para quem tem pressão alta ou é obesa. Isso porque esse medicamento pode ocasionar a formação de coágulos.

Mesmo que a mulher tome a pílula do dia seguinte, não está totalmente segura de que não irá engravidar porque o método pode falhar.

Patrícia Ribeiro

Autora

Patrícia Ribeiro é mamãe 24h por dia de dois filhos maravilhosos e dedica seu raro tempo livre à compartilhar suas descobertas com outras mamães.



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