Retinopatia em Bebês Prematuros

A retinopatia de prematuridade é uma doença que acomete os bebês prematuros que pode deixá-los cegos

Artigo publicado por Patrícia Ribeiro nas categorias: Bebês, Recém Nascidos

Bebês prematuros exigem cuidados especiais e, em alguns casos, acompanhamento diferenciado por parte dos pais e médicos. Todos esses cuidados são para garantir o desenvolvimento da criança, com saúde e qualidade de vida.

Mamães de bebês prematuros sempre tomam muito cuidado com o aparelho respiratório dos pequenos, coordenação motora e peso ideal para cada idade. O que muitas mamães não sabem é que é necessário tomar cuidado também com os olhos do bebê e estar atenta para saber se não possui nenhuma patologia relacionada ao aparelho ocular, como a Retinopatia da Prematuridade.

recém- nascido

O que é

A Retinopatia da Prematuridade ou Retinopatia em bebês prematuros é uma doença ocular que acomete bebês prematuros, que nascem com menos de 1500 g ou com menos de 32 semanas de gestação.

A doença é caracterizada pelo crescimento desorganizado dos vasos sanguíneos que suprem as necessidades da retina do olho do bebê, podendo sangrar e, em casos mais graves, promover o deslocamento da retina do bebê.

Caso a retina do bebê seja deslocada ele poderá perder a visão, portanto é necessário estar muito atenta para saber se seu bebê não possui retinopatia.

Causas

As causas da Retinopatia da Prematuridade é a interrupção da vascularização da retina, uma vez que ela é concluída nas últimas semanas de gestação, entre a 36ª a 40ª semana.

Com o nascimento prematuro do bebê, a vascularização é imediatamente interrompida. Naturalmente, algumas semanas após o nascimento, o próprio organismo da criança suprirá essa necessidade, realizando nova vascularização da retina. Quando esses vasos sanguíneos crescem desorganizadamente, o bebê desenvolve a retinopatia.

Fatores de Risco

Os principais fatores de risco da Retinopatia da Prematuridade é o nascimento prematuro da criança e o baixo peso (peso igual ou inferior a 1,5 Kg). Quanto maior a prematuridade e menor o peso, maior o risco do desenvolvimento da doença.

Outros fatores de risco são:

  • A alta oxigenação dos recém-nascidos;
  • Luz Ultra Violeta;
  • Necessidade de transfusões sanguíneas;
  • Ocorrência de sepse (infecção geral do organismo por bactéria) e hemorragia intraventricular;
  • Necessidade de vitaminas;
  • Utilização de alguns antiinflamatórios e antibióticos.

Diagnóstico

O diagnóstico deve ser feito precocemente, antes do avanço da doença. Nos dois estágios primários, a Retinopatia tende a regredir e o desenvolvimento ocular do bebê será normal, sem causar maiores danos à vida ou visão da criança.

No entanto, se a doença não for diagnosticada corretamente e tratada de forma correta, a doença pode evoluir até o quarto estágio: a cegueira.

Os exames devem ser realizados normalmente entre a quarta e sexta semana de vida dos pequenos. O oftalmologista fará o exame de dilatação da pupila do bebê (exame indolor) e observação do fundo ocular do bebê.

retinoplastia

Tem tratamento?

Calma mamãe! A retinopatia tem tratamento!

Nas duas primeiras fases o oftalmologista fará o acompanhamento e pode ser que a criança necessite de óculos quando crescer, devido a desenvolvimento de outras doenças oculares como estrabismo.

Já nas fases terciária e quartenária, o tratamento é feito com lasers, crioterapia (aparelho próprio para tratamento da retinopatia) e em alguns casos cirurgia.

Esteja sempre atenta aos olhos de seu bebê e procure oftalmologistas experientes e capacitados!

Patrícia Ribeiro

Autora

Patrícia Ribeiro é mamãe 24h por dia de dois filhos maravilhosos e dedica seu raro tempo livre à compartilhar suas descobertas com outras mamães.



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