Teste da Orelhinha

Exame é obrigatório em recém-nascidos e previne deficiência auditiva

Artigo publicado por Patrícia Ribeiro nas categorias: Bebês, Recém Nascidos

É obrigatório, desde 2010, que todos os recém-nascidos realizem o teste da orelhinha que avalia a audição dos bebês e tem como objetivo prevenir alguma deficiência. Assim, é possível começar um acompanhamento para minimizar os efeitos de algum problema na vida da criança.

orelhinha

É muito importante que esse exame seja realizado porque problemas na audição afetam a aquisição da fala e linguagem da criança, o que pode trazer prejuízos na qualidade de vida, convívio social, educação, dentre outros aspectos.

A audição faz parte do desenvolvimento do bebê ainda no útero, porque a partir do quinto mês de gestação ele já escuta vozes, música e outros sons.

Na maioria das vezes, o teste da orelhinha é realizado na própria maternidade, enquanto o bebê está dormindo. O exame é gratuito e dura, no máximo, 10 minutos. Além disso, é indolor e não utiliza qualquer medicamento. É melhor que o exame seja realizado entre o segundo e terceiro dia de vida, mas caso não seja possível, é conveniente que não ultrapasse os 28 dias.

Como o teste é realizado

O teste é feito por médico ou fonoaudiólogo. Para realizar o exame, é colocado um fone de ouvido no bebê, que é ligado a um computador. O recém-nascido recebe um estímulo sonoro e o computador faz o registro da resposta auditiva que a parte interna da orelha produz.

exame

Caso o resultado tenha alguma alteração, o bebê é encaminhado para uma avaliação otológica e audiológica para iniciar, se necessário, a reabilitação auditiva. O quanto antes acontecer essa reabilitação, melhor os resultados para o desenvolvimento da criança. Se a intervenção acontecer até o sexto mês de vida, a criança pode ter um desenvolvimento de linguagem bem parecido com uma criança que tem a audição normal.

Mas saiba que o exame pode dar falso positivo, ou seja, dar alguma alteração e mesmo assim o bebê não apresentar nenhum problema auditivo. Isso pode acontecer devido a algum acúmulo de secreção no ouvido do bebê. Nesse caso, é recomendado realizar o teste depois de 30 dias.

Fatores de risco para a surdez

Veja alguns fatores de risco de surdez para bebês: história familiar de surdez, nascer prematuro, baixo peso, infecção ainda no útero (rubéola, sífilis, toxoplasmose ou citomegalovírus), síndrome de Down e outras síndromes neurológicas, uso de medicamentos ototóxicos, anormalidades craniofaciais e hiperbilirubinemia (doença que deixa o bebê todo amarelo por conta do aumento de uma substância).

Os pais devem sempre ficar atentos à audição da criança, isso porque o resultado normal do teste da orelhinha não garante que seu filho nunca terá problemas auditivos. Se o bebê tem até seis meses, ele já se assusta com um som mais forte e reconhece a voz da mãe. De seis meses a um ano, ele já reage com algum som, reconhece sons mais fracos e atende quando chamam pelo seu nome ou chamam sua atenção. Depois de um ano, ele começa com as primeiras palavras.

É importante que os pais sempre estimulem a fala nos bebês, tendo a precaução de que ele comece a falar as palavras corretamente.

Patrícia Ribeiro

Autora

Patrícia Ribeiro é mamãe 24h por dia de dois filhos maravilhosos e dedica seu raro tempo livre à compartilhar suas descobertas com outras mamães.



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